Arquivo para Outubro, 2007

Dá um show Tijuca

A peça que faltava na coleção tijucana

Foto: Ricardo Almeida
Créditos: Ricardo Almeida

          Mais uma escola a definir seu samba para o ano de 2008, a Unidos da Tijuca deu a vitória à parceria formada por: Julio Alves, Sereno, Beto Lima, Paulo Rios e Sóstenes. A noite começou com uma rápida apresentação dos três concorrentes, diferentemente do que havíamos visto em outras agremiações. O intérprete da escola Wantuir mexeu com os brios dos componentes quando declarou: “Vamos continuar lutando, a chapa continuará quente, já está na hora da Tijuca ganhar o carnaval. O dia vai chegar”, em seguida cantou o belo samba de exaltação “O sonho continua”. O Mestre-sala Bira e a Porta-Bandeira Lucinha tomaram a frente do palco com o pavilhão azul e amarelo, embalando todo o público nas bossas da bateria.“A Tijuca já foi campeã, falta vencer na minha gestão. Por isso invisto na comunidade. Temos apenas sete alas comerciais”, comentou o presidente Fernando Horta.

 Foto: Ricardo Almeida

Créditos: Ricardo Almeida          A primeira obra a se apresentar foi composta por: Fabão, Sérgio Mani e Flávio Batata, como de costume, a torcida invadiu a pista com bolas em meio a uma chuva de papel picado. Porém nem o esforço do intérprete Nêgo, conseguiu animar os presentes. O que começou a mudar quando ouvimos os primeiros versos do segundo concorrente. Com um refrão central bem animado “Tira a mão do meu brinquedo não mexe não / Não mexe não na coleção nem põe o dedo / Demorei tanto pra ganhar a figurinha / E agora que ela é minha de perder eu tenho medo”, conseguiu uma melhor identificação com o público.

Foto: Ricardo Almeida

Créditos: Ricardo Almeida           Mas a peça que faltava para completar a coleção tijucana era realmente o último samba da noite. Quando ouvimos a frase: “Dá uma show Tijuca, outra nota dez para colecionar” tivemos a certeza que este seria o samba escolhido. Por isso, Sereno, um dos autores do samba se emocionou muito no palco, enquanto defendia sua obra, ao lado do intérprete Tinga. A quadra inteira vinha no embalada nos seus versos e até torcedores dos concorrentes cantavam, em meio a sinalizadores e até uma enorme queima de fogos, que aconteceu assim que a bateria começou a tocar.

 

DECLARAÇÕES

Foto: Ricardo Almeida
Créditos: Ricardo Almeida

          “Com essa escolha, cinqüenta por cento do trabalho está bem feito. Agora é trabalhar e fazer os outros cinqüenta na avenida. Certamente mais um samba para levar o Estandarte de Ouro”, afirmou Bira, primeiro Mestre-sala da casa. “Ontem na Portela, disse que queria um samba tão bom quanto aquele para a minha escola. Parece que Papai do Céu quis também”, comemorava Wantuir. O novo Mestre de bateria Casagrande comentava feliz a decisão da diretoria: “Substituir uma pessoa com a competência e carisma do Celinho é muito difícil, mas com esse samba fica um pouco menos complicado”. A Unidos da Tijuca será a segunda escola a desfilar na segunda-feira gorda, com o enredo: “Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o meu tesouro”, do carnavalesco Luiz Carlos Bruno.

Niterói é de arrepiar

PC Porugal vence depois de seis anos

          Depois de um período conturbado, onde o supercampeão, Gusttavo Clarão, foi eliminado na primeira fase da disputa, desligando-se da escola, que mais tarde, acabou encerrando o casamento, de onze carnavais, com o intérprete Dominguinhos. A Viradouro anunciou que a composição que vai embalar o arrepio no carnaval 2008 é de: PC Portugual, Evaldo, Tamiro e Lima Andrade. PC integrou a parceria de Gusttavo e Dominguinhos até 2002, desde então, quando saiu do time, não vencia uma disputa na casa.

          Diretoria e comunidade ficaram felizes, com a escolha de um samba valente, que conseguiu traduzir bem, o que estava sendo pedido na sinópse.Com refrões muito interessantes e citações a Cartola, Jânio Quadros e Joãozinho Trinta, a vermelho e branco de Niterói, encerra a primeira noite de desfiles, no domingo dia 3 de fevereiro, com o enredo “É de arrepiar”, proposto pelo carnavalesco, Paulo Barros, destaque dos últimos carnavais e que anda guardando a sete chaves, os segredos e novidades para o desfile.

          Querendo definitivamente brigar pelo título, a agremiação se reforçou com a contratação do intérprete Nêgo, que estava no Império Serrano e se destacou muito nas eliminatórias de samba deste ano. Em 2007, depois de um belo desfile, a escola ficou apenas na quinta colocação. Querem de qualquer maneira, arrepiar os jurados e levantar o carnaval.

Sou Portela

Diogo Nogueira é Bicampeão na Portela

 

Créditos: Ricardo Almeida

          No carnaval de 2008 a Portela cantará o samba de, Ari do Cavaco, Junior Scafura, Ciraninho, Celsinho de Andrade e Diogo Nogueira, os três últimos bicampeões em Madureira. Com cerca de dez mil pessoas presentes, os portelenses puderam presenciar a vitória da obra que mais agradou a comunidade. Após um concurso que aconteceu muito rápido, devido ao pouco tempo entre a entrega da sinópse e a escolha do samba, a azul e branco premiou, alguns dos mais jovens compositores de sua famosa ala.

          O clima amistoso e familiar nos deixava à vontade e com belas apresentações de sambas antigos, a qualidade musical era das melhores. Como já tinha acontecido no Salgueiro, a presença de torcedores e representantes das escolas de samba de São Paulo foi grande. Um momento de forte emoção aconteceu quando cantaram o samba de Paulinho da Viola, “Um rio que passou em minha vida”. Logo em seguida, Gilsinho, intérprete oficial da Águia, chegou cantando o samba de 2007, com direito, a bossas e paradinhas. 

 

Créditos: Ricardo Almeida           A comissão avaliadora se posicionou em uma mesa no palco central. Com uma pista de desfile aberta no meio da quadra, começaram as apresentações dos concorrentes. O primeiro samba foi de Serginho Procópio e não empolgou. Em seguida a obra que tinha como um dos autores, Noca da Portela, que se esforçou muito, conseguiu animar a fria passagem, assim como o terceiro samba também não agradou. No samba de Wanderley Monteiro e parceiros, a quadra deu uma animada e no fim da apresentação cantava alguns versos, além de uma bela letra, podemos assistir a boa apresentação de Pixulé. Mas a noite foi mesmo da quinta obra apresentada, levando a torcida ao delírio.

 

Créditos: Ricardo Almeida           Quando ouvimos os primeiros  versos do refrão: “Eu sou a água, sou a terra, sou o ar / Sou Portela / Um sonho real, um grito de alerta / A natureza que encanta a passrela.”, tínhamos a impressão que este seria o campeão. Os torcedores e vários segmentos da escola cantaram a plenos pulmões, em meio a uma chuva de papel picado e até uma enorme bandeira que foi estendida pelos torcedores. Quando o resultado foi anunciado a quadra fez uma grande festa e os campeões foram carregados nos ombros.

 

Créditos: Ricardo Almeida           A alegria era tanto que o casal de mestre-sala e porta bandeira acompanhados da bateria invadiu a Rua Clara Nunes, fazendo um belo desfile na madrugada suburbana. “Quando o samba é bom, fica mais fácil trabalhar. E com samba e bateria bem, temos 80% de um desfile bem feito. Nesse ano não vou trazer as liras, mas teremos uma bela ala de agogôs” declarou o diretor de bateria Nilo Sérgio. A Portela será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval, com o enredo “Reconstruindo a Natureza, recriando a vida: o sonho vira realidade” do carnavalesco, Cahe Rodrigues.

Tem japonês no samba

Bicampeonato no Porto da Pedra

Créditos: Diego Mendes

          Já era manhã, quando o presidente do Porto da Pedra, Uberlan Jorge, anunciou que a parceria formada por, David Souza, Fábio Costa e Carlos Junior, venceu a disputa na escola. Depois de muita demora, a agremiação pode enfim coroar, David Souza e Fabio Costa, como bicampeões. Eles venceram a disputa ano passado, em companhia de, Wagner, Willian e Francisco do Pagode, o Tuchinha, que é o favorito, logo mais, na disputa da Mangueira.

Créditos: Diego Mendes

          A escola gonçalense, que tratará de um tema estrangeiro, “100 anos de imigração japonesa no Brasil – Tem pagode no Maru”, do carnavalesco, Mário Borrielo, escolheu seu hino nos detalhes. “Venceu aquele que conseguiu resumir melhor a sinopse, mesclando as palavras dos dois idiomas”, declarou o carnavalesco. Sem patrocínio para desenvolver o tema, os integrantes da escola, terão de abusar da criatividade.

Caxias com todo gás no carnaval

Grande Rio consagra Mingau e Arlindo Cruz

Créditos: Ricardo Gabriel

          A Grande Rio foi mais uma escola que definiu o samba de enredo na madrugada desta sexta-feira. Sem surpresas a vitória foi da parceria formada por, Mingau, Emerson Dias, Edu da Penha e Maurição. Como as regras da disputa só permitiam a participação de quatro compositores, o nome de Arlindo Cruz não foi incluído. Mas de acordo com o compositor Mingau, líder da parceria, o samba foi feito por oito pessoas, incluindo o consagrado sambista do Império Serrano. A tricolor caxiense será a quinta escola a desfilar na noite de segunda-feira, 4 de fevereiro, com o enredo, “Do verde de Coarí, vem meu gás Sapucaí”, do carnavalesco, Roberto Szaniescki.

 

Créditos: Ricardo Gabriel          Com um público estimado em quatro mil pessoas, a bateria de Mestre Odilon, mais uma vez foi um dos grandes destaques da noite. Ao lado do intérprete Wander Pires, que em 2008 cantará um samba feito nas “medidas” dele, e de Grazi Massafera, novamente coroada rainha dos ritmistas de Caxias. A modelo, que estava na companhia do namorado, Cauã Reymond, saudou seus súditos e caiu no samba com o primeiro casal de metre-sala e porta-bandeira, Sidclei e Squel. Vale ressaltar ainda, a bela interpretação de Anderson Paes, defendendo a obra campeã.

 

Créditos: Ricardo Gabriel

          O presidente Helinho de Oliveira, anunciou para dezembro a inauguração da quadra, em reforma desde o ano passado.

Beija-Flor escolhe samba para 2008

Comunidade impõe respeito em Nilópolis

Créditos: Ricardo Almeida

          A Beija-Flor, ao escolher o samba de Cláudio Russo, Carlinhos Detran, J. Veloso, Gilson Dr., Kid e Marquinhos, fazendo a vontade da imensa maioria que lotou sua quadra na madrugada desta sexta-feira, deu o primeiro grande passo para lutar pelo bicampeonato no carnaval 2008. Quando o resultado foi anunciado pelo presidente de honra, Aníz Abraão David, o Anísio, a comunidade nilopolitana, explodiu em festa e alegria. Com o enredo “Macapaba: Equinócio Solar – Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”, de autoria do carnavalesco, Alexandre Louzada, a agremiação será a sexta e última a desfilar na noite de segunda-feira 4 de fevereiro.

 

Créditos: Ricardo Almeida          A noite foi de festa em Nilópolis e estima-se terem passado pela quadra cerca de 12 mil pessoas. Logo no começo da noite, Neguinho da Beija Flor, subiu ao palco para cantar um samba de sua autoria em homenagem ao patrono da azul e branca, onde citava a história de um menino pobre e sonhador. O intérprete teve a companhia de um boneco gigante do “Seu Anísio”, produzido pela comissão de carnaval.

 

 

 

Créditos: Ricardo Almeida          O primeiro samba a se apresentar foi o de Marcelo Guimarães, Ribeirinho, Dom William, J.C. Coelho, Domingos PS e Elson, interpretado por Tinga e David do Pandeiro. Em seguida foi ao palco a parceria de Tom Tom, Miguel, Sormany, Ademir, Alvinho e Tino, contando com grande torcida, e fazendo uma bonita festa, empolgou parte da quadra, provando que todo ano a disputa é de alto nível. Mas quando, Wantuir, Luizinho Andanças e Bruno Ribas, ecoaram os primeiros versos do refrão “O meu valor me faz brilhar / Iluminar o meu “Estado” de amor / Comunidade impõe respeito / Bate no peito eu sou Beija-Flor”, todo mundo já sabia que este seria o samba campeão. A comunidade abraçou de tal maneira a composição que a bateria parecia estar mais feliz, a porta-bandeira, Selminha Sorriso, era uma das mais animadas no camarote da presidência, onde todos cantavam a plenos pulmões os versos da composição. O compositor Cláudio Russo era só alegria pela sua terceira vitória na casa, sendo a segunda consecutiva.

 

SATISFAÇÃO

Créditos: Ricardo Almeida          O sorriso estampado no rosto de Neguinho da Beija-Flor, depois de anunciado o resultado, mostrava a satisfação de toda comunidade. Outro que estava muito feliz e emocionado foi o intérprete da Mocidade Independente, Bruno Ribas, que defendeu o samba vencedor, com muita competência, durante toda eliminatória. “Muita coisa ruim foi dita esse ano sobre a Beija-Flor. Chegou a hora de mostrar pra todo mundo, que essa injustiça que fizeram, dizendo que a escola comprou o carnaval, não passa de  reclamação infundada de quem não teve competência para fazer um desfile melhor”, declarou o cantor. O governador do Amapá Waldez Góes (PDT), também prestigiou a escolha do hino nilopolitano, acompanhado de comitiva de seu estado.

Eu sou o rei da boemia

Dudu Botelho é bicampeão no Salgueiro

Créditos: Divulgação

          O dia já estava claro, eram pouco mais de 5:40 da manhã, quando o Salgueiro anunciou que, o samba número 11, da autoria de: Dudu Botelho, Marcelo Motta, Luiz Pião, Josemar Manfredini e João Conga, será o hino da escola para o carnaval de 2008. A vibração na quadra, apesar de não ser unânime, coisa normal em final de samba de enredo, foi muito grande. O público presente na escola cantou em alto e bom som junto com o intérprete Quinho, amparados pela Furiosa bateria de Mestre Marcão, a canção que a escola defenderá no domingo de carnaval. De acordo com o próprio presidente, Luiz Augusto Duran, o Fu, foi uma disputa muito acirrada, a mais difícil, desde que, assumiu a presidência ‘da casa, há cerca de nove anos, onde qualquer uma das obras finalistas poderia ter se sagrado campeã. Porém, a satisfação dos presentes na hora do anúncio, mostra que a agremiação deu um enorme passo para a realização de um belo desfile. 

 

Créditos: Divulgação          A noite começou com a apresentação da bateria, sambas do Salgueiro e um passeio por ritmos cariocas, inclusive o funk, enlouquecendo as quase sete mil pessoas que lotaram a quadra da rua Silva Teles. Logo em seguida os concorrentes subiram ao palco. Os primeiros a se apresentar foram, Abs, Leleco, Zé Luiz, Marquinhos, Dentinho e Sérgio Sabego, que trouxeram uma forte torcida para ajudá-los. Em seguida foi à vez do atual campeão, e agora bi, Dudu Botelho que se apresentou sem empolgar. A terceira parceria a subir no palco foi a de Luizinho Professor, Guilherme Sá, Dartanan, Mauro Speranza e Marcio do Swing, outro que também não empolgou. Vale destacar o último samba da noite, onde Nêgo, recém contratado pela Viradouro, defendeu com muito valor, garra e competência a obra de Moisés Santiago, Helinho do Salgueiro, Marcio Paiva, Paulo Shell e Marcos Braz, chegando a empolgar a quadra. Mas a noite era mesmo de Dudu Botelho que depois de perder seguidas finais nesta escola, parece ter descoberto o caminho das pedras e acabou sagrando-se bicampeão, mesmo não se apresentando muito bem nesta noite. 

 

Crédtos: Rodrigo Miguez          Enquanto o presidente se reunia com o departamento de harmonia da escola e com os compositores envolvidos na disputa, no palco desfilavam alguns sambas antológicos, como: “Me Masso se Não Passo pela Rua do Ouvidor” e O Negro que Virou Ouro nas Terras do Salgueiro” ambos do próprio Salgueiro, 1991 e 1992 respectivamente, “Poços de Caldas: Derrama sobre a terra suas águas milagrosas – Do caos inicial à explosão da vida” da Beija Flor 2006, além de Brazil com Z é pra Cabra da Peste, Brasil com S é Nação do Nordeste, campeão pela Estação Primeira de Mangueira em 2002. Após o anúncio do vencedor, Dudu foi muito abraçado por pessoas de diversos setores da escola.  

 

FAMOSOS

Créditos: Divulgação

          Como de costume a quadra do Salgueiro estava recheada de gente bonita, e famosa. Estiveram presentes entre outras celebridades, Sabrina Sato, a ex-BBB Carol, e a rainha de bateria Viviane Araújo, que por sinal, deu um show de simpatia e samba no pé, usando um vestido, que estilizava o calçadão de Copacabana, sambou muito no palco principal e depois foi para o palco da bateria, onde parecia reinar há muito tempo, arriscou-se até a tocar tamborim. Também estiveram presentes na festa, delegações de outras co-irmãs, inclusive da X9 Paulistana, Tom Maior e Nenê de Vila Matilde, de São Paulo, além de várias pessoas desfilando com camisetas das mais variadas agremiações.


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