A Unidos do Porto da Pedra foi mais uma escola a passar pela avenida Marquês de Sapucaí, no final de semana. Na noite deste sábado, 22 de dezembro, os gonçalenses tomaram a avenida para realizar um ensaio técnico de altos e baixos. No resultado final, em relação ao primeiro teste do ano passado, o Tigre de São Gonçalo melhorou. Porém ficou devendo em alguns setores.
O treino começou quente com a animada coreografia da comissão de frente, que vestia trajes japoneses e fez uma apresentação cheia de detalhes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Róbson e Ana Paula foi muito bem em sua estréia. Com a fantasia utilizada por seus antecessores no último carnaval, dançaram a passos bem lentos, para evitar qualquer problema ocasionado pela pista molhada, fazendo uma bonita e diferente apresentação.
O canto foi o maior problema da noite para os diretores de harmonia. Isso ficou visível quando a primeira ala da comunidade passou na avenida. Os movimentos excessivamente coreografados, obrigaram os componentes a se preocupar muito mais com os gestos do que com o volume de suas vozes. Alguns membros da diretoria chamavam os componentes para o desfile, “Vamos cantar gente”, se esgoelavam a beira da pista. A ala das baianas, que aparentava cansaço, e a alas das crianças, que é sempre a mais animada, foram outros setores que deixaram a desejar.
A Porto da Pedra foi à primeira escola a trazer algum tipo de alegoria para delimitar o espaço destinado aos carros alegóricos. O carnavalesco Mario Borriello preparou sete “Palanquins”, espécie de palacete japonês, sempre com um destaque em cima. Isso ajudou aos diretores situarem as alas e deu uma ótima impressão visual para quem compareceu às arquibancadas. A animação das alas que sucederam o primeiro setor aumentou e o canto melhorou bastante quando os ritimistas vieram para a avenida.
A evolução que fazia um trabalho até então impecável se perdeu no momento em que a bateria fez o recuo. Nem a idéia de colocar passistas na frente e atrás dos ritimistas evitou os problemas. O enorme buraco, gerado pela errônea manobra, fez que as alas corressem desesperadamente para ocupar o espaço aberto em frente ao setor 11. Daí em diante a escola não se acertou mais, pois os sambistas começaram a andar e parar. Cada vez que isso acontecia um vão se abria e a correria para ocupá-lo era inevitável.
Mestre Louro mostrou, na Passarela do Samba, que as notas baixas proferidas pelo júri a bateria em 2007, foram um grande equívoco. “Os jurados disseram que faltou versatilidade e criatividade, pois bem, temos quatro convenções e duas coreografias, quero ver o que vão falar agora. Estamos trabalhando muito para fazer as coisas direito. Vamos fazer bem e vamos fazer certo. Mostrando que escola pequena também tem bateria de competência”. Declarou o mestre que ainda destacou o naipe de surdos de sua agremiação.
O presidente Uberlan Jorge estava muito contente com a presença da comunidade gonçalense no Rio de Janeiro, mesmo com o tempo ruim. Ele afirmou que o primeiro treino era para ambientar o componente com a avenida e que dia 12 de janeiro, quando o Tigre volta para seu último ensaio técnico na avenida, a escola vai mostrar para todos que pode ganhar o carnaval. Com o enredo “Tem pagode no Marú! Cem anos de imigração japonesa no Brasil”, a Porto da Pedra será a segunda escola a desfilar no domingo 03 de fevereiro.




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